quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

CONTA-ME COMO FOI, com Margarida Lourenço


Talvez a inspiração, seja somente e tanto como isto. Uma sexta-feira à noite, um ambiente quente de pessoas, um lugar simpático como o restaurante A, a degustação de vinhos da Adega Mãe, como desinibidor de conversas do “Conta-me como Foi”, e sim, obviamente a presença fantástica da Margarida Lourenço e da sua história. 

Não sabemos ao certo quantos lá estiveram. Os que apareceram e ficaram, os que passaram e espreitaram, mas confessamos que todos se deixaram embalar pela coragem e a riqueza pedagógica da Margarida na sua história de empreender e acreditar. 





Foram pós 10 anos de trabalho na indústria farmacêutica, colectando todo o know how das oportunidades e fragilidades da área, que a Margarida começou a sentir que não acordava com a vontade e garra para a rotina daquele trabalho diário. Queria mais e diferente.

Depois de lhe ter sido diagnosticado um problema de saúde, começou a notar uma vontade de reinventar a sua vida, de perseguir os seu sonhos, de fazer aquilo que mais prazer lhe dava. Um ponto de viragem que foi rastilho para os primeiros passos do seu projecto. 

A inteligência e pesquisa, determinaram um ano dedicado a explorar, avaliar e planificar.

A literatura técnica e empresarial doseada de análises SWOT matinais e nocturnas, com elevadas doses de reflexão dos pontos fortes e fracos, e o desenho do seu plano de negócios, acabaram por ajudar a Margarida a lançar, de uma forma estratégica, o seu próprio negócio: um laboratório de diagnóstico veterinário - a Vetdiagnos





No seguimento da pesquisa, encontrou o local perfeito para arrancar com esta aventura. Em Cantanhede, a 200 km de distância da sua casa, começa a dar os seus primeiros passos, no Biocant Park. Nesta incubadora de empresas, com um conceito muito aproximado da nossa Cooperativa Cowork, a Vetdiagnos conseguiu, através do poder do networking, encontrar os melhores parceiros para os seus serviços. 

Sinergias mais Sinergias!! :)


A nível de sustentabilidade e saúde financeira, a Margarida partilhou que o modelo de negócio não exigiu um investimento inicial alto. Muito pelo contrário. Foi um processo gradual e estratégico, investindo em factores diferenciadores, tais como o desenvolvimento de software próprio e abordagens inovadoras ao mercado, diferentes da concorrência.

Depois de concorrer variadas vezes a concursos de financiamento, e sem nunca desistir, acabou por ganhar o prémio da inovação e empreendedorismo como “ a mulher que lidera a empresa vencedora”.





Enquanto mulher empreendedora não considera que esse tenha sido, ou tido, algum tipo de impedimento ou condicionante à sua profissão e concretização do seu sonho. Considera que talvez as mulheres percebam uma maior dificuldade quando desempenham muitos papéis: donas de casa, mães e esposas atarefadas… conciliar tudo não é tarefa fácil.

No entanto, a nossa grande empreendedora, com uma condição de saúde frágil, também não viu tarefa fácil a conciliação de vida pessoal e profissional… ainda assim, arregaça as mangas e luta com uma força arrebatadora pela conquista de melhores dias.

Ao longo dos deliciosos minutos que se tornaram em horas, vimos os olhos brilhar e a alegria no caminho. 

Sentimos-nos orgulhosos pela partilha e subscrevemos a citação da Margarida, à luz do grande Gandhi: 


“A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitória propriamente dita”.


Aplaudimos a luta, o profissionalismo, e a Pessoa. Obrigada Margarida! :)