segunda-feira, 31 de março de 2014

Era uma vez... A Vassoura


Saída do Instituto Superior das Vassouras, com uma grande bagagem de saber, foi formada e doutrinada, nas técnicas mais especializadas de Varredora. Era exímia no seu ofício! Com notas destacadas no Varrer de superfícies mais intragáveis e sujas, não havia poeira que ela não despachasse. 



Estagiou dentro e fora, varreu pavilhões nacionais assim como ruas internacionais. Fez voluntariado e erasvassouras pela Europa fora. Foi marcando os sítios por onde passou, mas sempre se debatendo com a vontade de Varrer e fazer muito mais...

À noite pensava: "fogo… eu na minha condição de Vassoura podia fazer tanto mais do que Varrer... Servia tão bem para exterminar as teias de aranha que se metem nos cantos incómodos; podia servir para fazer par de dança para os solteiros abandonados; podia limpar chaminés ou até mesmo servir para coçar as costas..."

( O que é que podias fazer com uma vassoura? )



Num belo dia, ao levantar, a Vassoura pensou para os seus botões: "É hoje que vou mudar a minha vida! Tenho de melhorar o meu ofício!". E assim, começou a realizar os seus biscates, essencialmente programando e preparando o seu negócio em CASA. As ideias inicialmente eram mil, mas haviam tantas alturas em que a casa da Vassoura convidava a tudo menos trabalhar. 

Deixou de existir tempo. Ele existia mas era aleatório, tudo servia para perder o foco e prevaricar. Antes de responder aos e-mails, fazer os telefonemas e fazer prospecção de mercado, a Vassoura lembrava-se que tinha frigorífico vazio, que ia dar aquela série na televisão... O tempo era perdido e a desorganização era mesmo total. 



O pior mesmo, é que a produtividade era mais que pouca… e a falta de estímulo, de conselhos e dicas, de PESSOAS faziam a vassoura ficar claramente desvassourada (deprimida na linguagem das Vassouras).

A Vassoura ainda tentava sair para se inspirar. Procurou o café mais porreiro do bairro, onde bem intencionada levava o seu PC e bagagem de saber para realizar todas as tasks a que se propunha. O café era simpático, mas era um mundo de riscos e imprevistos. Vejam lá se conseguem imaginar…a Vassoura bem instalada, ligada ao net point do café, começa a ouvir o barulho da máquina de café, como se fosse um metrónomo! TCHCA TCHCA BRUUUUUUM!! Lá se conseguiu focar e um instante depois ouve a conversa zangada da mãe da mesa do lado "Não tarda levas uma palmada, já te disse que chega de doces!!" E o puto desata num pranto "Mas ohhhhh mãe euuuu querooooo!! BAHHHHHH!! "



A Vassoura, guerreira e inabalável , ainda tentou mais um pouco concluir o email urgente do dia, mas foi arrebatada por um grupo de velhotes que jogavam à bisca, e lançavam com toda a gana a carta na mesa ouvindo-se TRÁSSSSSS PÁS!!

A Vassoura, completamente desvassourada corre como se fosse o ultimo dia da sua vida, com desânimo e lágrimas de vassoura e disse "BASTA! Assim não consigo vassourar! Estou a perder o meu tempo!"

À saída do café, a vassoura esbarrou com outra vassoura amiga, que vinha revigorada, cheia de boas energias. Com dois cabos de conversa, ela contou-lhe que trabalha aí num sítio, que não é em casa. Anda lá com maleta nova e até já arranjou uns trabalhinhos à pala disso!

"Onde é?", pergunta a nossa Vassoura.

"Fica ali entre a Farmácia Calquinha e o Tina Automóveis."


Eram só pensamentos de medo na cabeça da vassoura: “O que é que eu vou fazer num espaço cheio de pessoal que não conheço?”, “ Trabalhar com gente que não sabe o que é varrer?", “ E se... eu não gostar?
Ainda com um saco cheio de incertezas e inseguranças a Vassoura lá mergulhou no desafio de conhecer um espaço cowork. Acordou nesse dia antes do despertador, vestiu a roupa de vassoura e lá foi à procura desse lugar, que era ainda um grande ponto de interrogação.

Ao chegar depara-se com a frase: 



REVOLUCIONA A TUA FORMA DE TRABALHAR!

E pensou: "É mesmo disso que eu preciso!".


Finalmente a vassoura encontra um espaço que parecia oferecer tudo o que ela procurava: um espaço com profissionais de diferentes áreas, independentes, que estão a iniciar as suas empresas, um posto de trabalho interessante e económico, internet e outros serviços disponíveis, troca de ideias, sinergia crescimento profissional, dinamismo, criatividade…

Pareceu-lhe agradável mas estranho também, pessoal em open space a trabalhar no seu posto de trabalho. Teve sorrisos e um acolhimento porreiro… Ao início fazia alguma comichão o entra e sai do pessoal… contudo depressa saiu da bolha, quando docemente e de forma natural o pessoal foi perguntando por si e pelos seus saberes…



Estava mais disciplinada, com os horários e goals tasks e começou a sentir maior produtividade…

Naquela mesma semana, experimentou bolo de sardinha e jogou ping-pong nos time-outs, participou num recrutamento para os States, através de uma profissional que realizava trabalho remoto por ali. 

Desenvolveu ideias de negócio e de marketing, nos momentos de pequeno almoço e conversas informais. Conheceu piassabas, vassouretas, vassouronas, vassouritas, todas elas inspiradoras…. 

Conheceu diversos projectos, onde tudo era possível. A Vassoura percebeu claramente que varrer era só início da sua história…!



Fez contactos profissionais, lançou site através de plataforma gratuita, arranjou contacto de designer, seguros, contabilista, webmaster….e começou sobretudo oferecer os seus serviços, de uma forma bem mais consistente. Teve dicas para melhorar a sua imagem e comprou um Keep cup, para beber o seu café de uma forma mais amiga do ambiente…

Neste processo, foi criando amizades, mas sobretudo recursos e redes de contactos…

Continuou a acordar todos os dias antes do despertador. Sabia que o próximo passo era mesmo aprender a voar…para dar mobilidade a todas as bruxinhas endiabradas que por aí andam…


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Guilherme, UMA NOTÁVEL FORMIGUINHA DO PLANETA INFORMÁTICO…


Desde os tempos de miúdo, que Guilherme habitou-se à descoberta de novas paisagens e de experiências. Com um currículo notável de matrículas escolares pelo território nacional, acompanhou fielmente a mãe na itinerância de vida docente, cultivando desde tenra idade a curiosidade pela novidade e o começar de novo.

Recorda a sua paixão pelo mundo cibernauta desde sempre, o que acabou por conduzi-lo ao Instituto Politécnico de Leiria, para iniciar a sua vida académica no curso de Engenharia de Informática e Comunicações. Nestes primeiros passos de aprendizagem profissional, houve sempre a necessidade estratégica de aprimorar e especializar conhecimentos com uma inquietude que o caracteriza, no sentido infinito do crescimento profissional.





Transfere-se para Lisboa, para o Instituto Superior de Engenharia para ingressar no mesmo curso, marcado contudo pela vertente multimédia. Com a faceta incansável de formiga, foi trabalhador – estudante, trabalhando na Lusomatrix, na área VoIP (para os menos entendidos no dialecto informático, o Gui, era responsável pela instalação e suporte de centrais de telefone).

Voaram os três anos seguintes rumo ao canudo académico merecido! Sempre encaminhado pela bússola da orientação e desafio, lança-se em diversas experiências que o marcaram: a NOKIA SIEMENS Networks onde articulou com um grupo de supervisão de redes de dados da operadora Orange Spain, Gui ajudava técnicos no terreno a solucionar problemas nas redes de comunicações espanholas; também colaborou com o ISEL na pesquisa e desenvolvimento de projectos para a Brisa, onde desenvolveu um novo protocolo de comunicação de dados entre veículos.

Gui foi fazendo colecções de saberes e de fazeres, tornando-se um profissional de referência, sempre rumo ao sucesso mesmo em tempos incertos.

Instalou-se na empresa TWO (Total Web Output), em Lisboa, onde trabalha há 3 anos e meio, no desenvolvimento de plataformas web aprimorando com competência. Aqui é-lhe lançado um novo e derradeiro desafio: aprender uma nova área e novas linguagens de programação, nomeadamente programação em php, framework Symfony.

Até aqui já fazia programação JAVA, no entanto, como grande aventureiro académico e sempre muito auto didacta, o nosso Gui devorou este e o outro mundo, escalou montanhas e vales e mergulhou nos rios agrestes da programação, e com pestanas queimadas mas sempre incansável descobriu sozinho a lidar com esse bicho da programação para iOS. Uma formiguinha fantástica!




Agora, é responsável por diferentes tarefas como: administração de sistemas (gerir servidores da empresa e infra estruturas de rede); desenvolvimento de plataformas web e aplicações mobile e análise de projectos.


Coordenou e concretizou projectos interessantes como:

- uma plataforma de uma ONG que financia projectos em áfrica (http://olmo.pt/);


- Remodelação da página de entrada, em colaboração com uma equipa de programadores e designers ( http://www.sivaonline.pt/Pages/Cubo.aspx);

- Participou na inovadora criação da aplicação Grow VC (projecto finlandês), das primeiras plataformas de crowd funding;

- Envolveu-se no suporte de criação do website, e da aplicação para iPhone, para divulgar os conteúdos do MotelX ( http://motelx.org/ ), do Festival Internacional de Cinema de Terror; 

- Como se não bastasse, ainda participou num projecto dinamarquês “Electronic Housekeeper” que pretende oferecer produtos de mercado para poupar energia.




Dentro de todo este lufa, lufa de afazeres, o Gui, mágica formiguinha, lança-se há ano e meio como freelancer, com uma equipa de quatro profissionais, criando o projecto Sound Noir (http://sound-noir.com). Em terras torrienses, fizeram magia com a plataforma web da ZDA e dos requintados vinhos da Adega Mãe, entre outras…..

A verdade mesmo… é que os dias são teimosamente pequenos para o Gui… onde 24 horas são migalhas para todos os desafios que apaixonadamente enfrenta…

Formiga notável e de excelência, sonha com o Inverno das formigas (umas merecidas férias para inspirar e revitalizar) e depois de bateria na potência máxima, atirar-se para uma cidade europeia para desafiar e ser desafiado…

Por agora, fica por cá, na Cooperativa Cowork, onde inspira orgulhosamente TODOS com o seu lufa, lufa… incansável!




terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Cooper.Arte, um último olhar



A iniciativa Cooper.Arte, acção de arte urbana participativa, teve como objectivo intervir na cidade de Torres Vedras, através da pintura de um muro devoluto, fomentado uma intervenção partilhada entre artistas urbanos e a comunidade.



Alinhados com valores comuns relacionados com a importância da participação activa, da colaboração e da expressão artística urbana, e conscientes do seu poder de fomentar, promover e valorizar a democratização do acesso à arte pela simplicidade e naturalidade com que atinge as mais variadas faixas etárias, a acção pretendeu incentivar o debate e troca de experiências entre crianças, idosos, profissionais e artistas, no sentido de encontrar uma mensagem interventiva artística.









O comentário dos seniores:



"Foi maravilhoso! Adorei. Nunca tinha trabalho com esta arte e com estas técnicas. Aprendi muito e diverti-me bastante! Gostei do resultado, pensava que era mais complicado, mas não foi!"

(Conceição Filipe)



"Foi um fim-de-semana fantástico rodeado de gente que não se conhecia. Aprendi coisas que nunca pensei fazer. Foi um grupo fantástico, desde crianças, jovens e nós os seniores. O trabalho final ficou fantástico."

(Avelino Gomes)



"Este fim-de-semana devia ter sido maior! Gostei muito de conhecer os monitores da actividade. Aprendemos muitas técnicas e ideias novas para novos projectos. Agregar as três gerações foi óptimo e deu para esclarecer muitas dúvidas...

Nós pensávamos que o nosso trabalho estava mal e quando olhávamos para o outro lado víamos que afinal o nosso não estava nada mal. Fiquei com mais força para viver."
(Edite Marques e Leonor Moreira)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Semana Gratuita


E porque também queremos dar-te uma prendinha, vamos oferecer uma semana, no nosso open space, ao seguidor do facebook nº 1.000!

Quem ganhar esta semana pode, por sua vez, oferecê-la a quem quiser :)





terça-feira, 10 de dezembro de 2013

SONHA TORRES VEDRAS VIVE


Foi realmente um fim de semana fora do vulgar.

Este fim de semana fabuloso brotou da oportunidade de convidarmos a Lara Rodrigues, mais especificamente o movimento WOOL, para promover uma acção de arte urbana colaborativa em Torres Vedras.




Já Admiradores do trabalho da WOOL e sobretudo das ações com um cariz comunitário e social, como a Lata 65, nasceu a COOPER. ARTE. Fomos contagiados pelo talento e pela faceta humana da Lara, Pedro, Elisabet e o pequeno Daniel :) . De um par de conversas e e-mails trocados lá fomos fintando as burocracias incontornáveis para acções deste tipo, mantendo a persistência e resiliência até ao dia D. Agradecemos à REFER e Câmara Municipal pelo incentivo e autorizações. 

Como somos um grupo de profissionais independentes e empresas que se encontram a iniciar a sua atividade, ou mesmo algumas que persistem e querem crescer, quisemos lançar o debate sobre a importância das paixões, sonhos de criança, vocações, experiências e aspirações profissionais. Quisemos fazê-lo de forma diferente e com a possibilidade de fazê-lo com a comunidade, com pessoas resilientes mas também com importantes desafios sociais, onde a troca de experiências e a aprendizagem colaborativa pudessem estar bem presente e fizessem bem a todos!



Convidámos assim um grupo de crianças e jovens do Centro de Intervenção Comunitária de Boavista de Olheiros e um grupo de seniores de diferentes freguesias do concelho, que fazem parte do programa Clube Sénior, promovido pela Câmara Municipal de Torres Vedras.

Chegado o dia D, (30 de Novembro) ninguém sabia muito bem para o que vinha, apenas que o mote era a arte urbana, isto é pintar o muro devoluto com latas irreverentes para fazer qualquer coisa.

Uns mais envergonhados do que outros, entraram pela Cooperativa Cowork adentro, esgrimindo o frio e inércia bem típica de fim de semana, mostrando desde logo que se tratavam de pessoas extraordinárias. Todos eles com olhares em estreia vieram com os seus petiscos caseiros, pensando com certeza que a fome poderia apertar no meio de tanta pintura :).



Ressaltou desde logo o enorme contraste de gerações, onde o mais velho devia rondar talvez os 80 anos e o mais novo talvez os 8 anos. Enquanto esperavam pelo início da atividade, uns jogavam ping-pong, fizeram puzzles e outros juntaram-se à volta do calorífico como se de uma pequena fogueira se tratasse. Todos esperavam por aquilo que ninguém sabia bem o que era, mas ali estavam com uma animação e calhandrice saudável.

No início das formalidades, apresentação dos fantásticos projetos da Wool, houve esgares de estranheza, expressões de admiração dos diferentes trabalhos de artistas urbanos nacionais e internacionais.


No debate colaborativo, surgiram histórias de trabalho, sonhos da pequenada do futuro como adultos e desejo dos mais velhos em ter novos desejos que os aproximem cada vez mais daquilo que gostam desde sempre e que nem sempre tiveram a oportunidade de experimentar.

“Eu quero ser bombeiro quando crescer”

“E eu gostava de ainda poder ser cozinheira, à séria!”  :)

(Tocou-me a partilha de conhecimento, o fato de nos meus 32 anos confidenciar o meu desejo de aprender a fazer pão num verdadeiro forno de lenha, e mais do que um Google avançado tive proposta de ensino doméstico, com direito a receita manuscrita com os truques de quem realmente sabe)


Todos estes desejos foram a seguir lançados para a folha branca, na exploração das suas ideias gráficas, onde apenas uma regra existia: “Não vale dizer que não sei desenhar ou que não tenho jeito para isto!”. Para alguns foi mais difícil do que outros, mas cada um a seu ritmo, com diferentes esboços, chegaram a desenhos lindos.

Aviões, Sereias, Cabras, Tractores, Planetas, Carro dos Bombeiros, Flores e mais Flores, Robots, Casas de Família, Corações e mais Corações. Tanta diversidade quantas pessoas…

Como reais artistas que são, o grande grupo passou para a exploração de alguns desenhos, para o recorte e realização de moldes, abordando a técnica do stencil.


Todos fervilhavam de impaciência para saltar para a rua e colocar a “mão na massa”! Neste primeiro dia houve ainda tempo de brincar com toda a paleta de arco-íris. Velhos e novos, com máscaras e luvas em punho brincaram como se não houvesse manhã. Mensagens de amor, mensagens políticas, jogos do galo, rubricas e assinaturas. E todos utilizaram os seus preciosos stencils em modo repeat. Tudo foi mote para brincar com as cores e latas. Apesar da preocupação com este caos inicial houve real divertimento e colaboração.



Um dos responsáveis por existir esta brincadeira foi a loja CARSPORTIF, que patrocinou as latas coloridas. Uma loja de referência em Torres Vedras, já habituada a incentivar a arte e o artistas urbanos, em terras Torreenses. Um grande obrigado por serem parceiros, e um bem haja à disponibilidade de serem promotores  de  momentos que valem mesmo a pena !! 




Para quem não sabia e passava, opinava críticas de desconhecimento, ou ficavam mesmo parados a olhar para a contagiante descontracção e sorriso na boca de todos, velhos e novos.

No dia 2 D, foi fácil o encontro de novo. As vergonhas ficaram em casa e a arte de todos funcionou como um elo e um acelerador das relações :).



Na busca da mensagem a deixar no muro, surgiram desejos de paz no mundo, o fim da guerra e desemprego, desejos globais, etc… que depois de enorme brainstorming, se resumiram aos desejos para a nossa comunidade. “Valorizem-se as aldeias”, dizia alguém. Surge Torres Vedras como foco, não a cidade mas sim o concelho. E em conjunto surge a mensagem sincera de SONHA TORRES VEDRAS VIVE.



Com satisfação todos recortaram as letras fielmente desenhadas pelos profissionais. No muro, com as latas adormecidas, foi um trabalho mais árduo de precisão que seguiu, com rolos e pincéis bem carregados de branco celestial.

Com casacos, cabelos, dedos e narizes (quase) pintados, ninguém arredou pé até a obra ficar terminada.



Tirámos uma fotografia de grupo em êxtase, como se tivéssemos mudado o mundo :)!

Agora aquele muro nunca mais será o mesmo e nós também não.



Tenho o prazer de todos os dias que lá passo, encontrar vestígios do meu gato. Passo os olhos por todas as pinturas para lá chegar. Só vejo a cauda, mas não me importo porque todos que participaram têm um bocadinho lá, e há realmente espaço para todos!

Esta é o presente de Natal de alguns Torrienses para a cidade de Torres.



Rita Pinheiro, Cooperativa Cowork


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A Contadora de Histórias...


Como qualquer criança, de boa e feliz infância, madrugava aos sábados e domingos para se colar ao ecrã da televisão para aquelas saborosas sessões de animação (certamente que todos conseguimos rever-nos nesta situação ;) ).

Para além da animação, Vanessa também cresceu com o bichinho das histórias. Cresceu a ler clássicos da literatura britânica, como os contos de Edgar Allan Poe, "Wuthering Heights", "Alice in Wonderland", "Great Expectations", "The Great Gatsby", entre outros... e os contemporâneos autores Neil Gaiman ("Neverwhere", "Sandman", "Good Omens") e Terry Prattchet ("Good Omens", "Discworld").

Desde muito pequenina que a sua imaginação voava para outras realidades repletas de heróis, princesas e dragões... Ainda hoje, ao ouvir música consegue alcançar um estado de embriaguez criativa capaz de a transportar para míticas aventuras.








Nascida em Lisboa, criada no berço da aviação - Alverca do Ribatejo, Vanessa desenvolveu desde muito cedo uma enorme paixão por ilustração.

Aos 14 anos de idade, com o talento inato a correr nas veias, já esboçava as suas obras. Orgulhosa da sua criação, o desejo de mostrá-la ao mundo era um sonho incansável. A possibilidade de trocar ideias, experiências e receber feedback on-line de outros ilustradores era um desejo muito almejado. Para tal, Vanessa viu-se forçada a aprender a criar websites. Entretanto, conheceu alguns outros ilustradores e juntos deram à luz uma comunidade on-line.

Portfolio enquanto ilustradora (amadora): http://vnobre.carbonmade.com


Enquanto adolescente, sentiu um grave fraquinho pela animação nipónica, o que levou Vanessa a organizar alguns eventos relacionados com animação e banda desenhada japonesa (anime e manga).

Foi ainda editora de participante em fanzines de banda desenhada ao estilo manga, realizados por diversos autores portugueses.

Concluídos os estudos na Escola Secundária Artística António Arroio, chegou a altura de candidatar-se à universidade, aquela altura onde temos de tomar uma decisão tão importante como o que queremos da nossa vida. Foi aqui que a Vanessa deparou-se com uma realidade: aquilo que amava fazer, aquilo que a fazia feliz, não tinha saída e considerava não ser rentável apostar nessa área.




Desde os 17 anos de idade que é freelancer. A experiência aliada à necessidade, coagiram a “nossa” coworker a construir websites para empresas, grupos e associações.

E foi com base nesta sua especialidade que decidiu candidatar-se a um curso de multimédia.

Licenciatura: Novas Tecnologias da Comunicação, na Universidade de Aveiro.

Vanessa sempre se demonstrou bastante autodidacta. Aos 14 anos já sabia fazer websites estáticos. Apenas aos 18 anos, altura em que entrou na universidade, é que aprendeu a construir websites dinâmicos com acesso a base de dados.

Fez parte do programa Microsoft Student Partner. O mesmo programa foi descontinuado em Portugal desde então.

Mestrado: Comunicação Multimédia, na Universidade de Aveiro.
Como projecto de dissertação elaborou um portal de negócios on-line (aplicação que permite elaborar um plano de negócio com tutorial).

A dissertação foi adiada devido ao trabalho, durante 3/4 anos.



O seu histórico profissional iniciou em simultâneo com a fase académica:
- Criou uma página pessoal relativa a trabalho web (encontra-se de momento desactualizada) http://www.vanessanobre.com
- Durante o mestrado foi estagiária na PT Comunicações e integrou num grupo como investigadora, web designer & developer dos Laboratórios Sapo, da Universidade de Aveiro, onde desenvolveu software para televisão interactiva e software para social iTV (aplicação que permite interagir via chat enquanto se vê televisão).

Demitiu-se do Laboratório Sapo, por não se identificar com o projecto em que se inseria. A sua paixão esteve sempre virada para as artes.


Eventualmente, durante a universidade, parou de desenhar. Acontecimento que a deixou desmotivada perante qualquer outra actividade...


Desde há muito tempo que existe o preconceito de a programação e o design não combinarem. Diz-se que não existe ninguém que consiga fazer ambos ao mesmo tempo. Vanessa sentia que quanto mais fazia programação mais se afastava da arte.


Foi para Lisboa... trabalhou meio ano numa agência de publicidade mas infelizmente os trabalhos de multimédia eram escassos e pouco desafiantes.


Optou por ficar como freelancer a tempo inteiro para poder escolher os projectos em que iria trabalhar, como o Ingreme (http.//www.ingreme.com/v2/flash/#/pt/nean).


Por recomendação de amigos, surgiu a oportunidade de trabalhar na Blue Fountain Media (empresa sediada em Nova Iorque), para a qual trabalha remotamente há 1 ano até ao presente momento.






A experiência tem sido boa mas decidiu tomar o passo de seguir as suas paixões:

- story telling
- ilustração
- animação

Vai tirar algum tempo para construir portfolio de animação para mudar o seu rumo profissional. Revê-se na frase que Neil Gaiman outrora disse:


"[Neil Gaiman] will eventually grow up and get a real job. Until then, will keep making things up and writing them down."



Quando se sente mais em baixo, enquanto faz programação, ouve áudio-books e bandas sonoras de animação. Assim, consegue ter os dois mundos presentes ao mesmo tempo para não perder a sua identidade...


Em meados de Setembro conseguiu dar um grande passo em direcção àquele que será o seu futuro: assistir a um evento denominado "Trojan Horse was a Unicorn", onde esteve cara a cara com ilustradores da Pixar.


A curto prazo o plano é afastar-se da área de web development com vista a retomar um percurso criativo na área do storytelling, animação e aventuras gráficas. Prevê iniciar os estudos de animação e preparação do portfolio nesta área em 2014.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Tique... Taque...


Esta história, não começa em lado nenhum...


Fala do tempo, relógio, tique-taque, incómodo, batalha, lápis, imaginário e momentos :)


Fala da Maria que não vivia no País das Maravilhas. Vivia numa terra, para lá dos longes, que funcionava com o mistério dos tique-taques.






Ninguém sabia como, mas esta terra existia, verdade verdadinha!


Tudo naquela zona funcionava, por contagem, contagem de momentos, contagem de segundos e de milissegundos. Sejam clepsidras (relógios de água) sejam ampulhetas para todos os gostos, até para olhar para o sol existiam lentes especiais que contavam o tempo que foi e o tempo que falta. Toda a cidade se erguia num monstruoso sistema de engrenagens que a faziam funcionar a todo gás e vapor! O tempo era o futuro e o presente era para controlar!


A Maria vivia na rua das Roldanas, na famosa Terra do Tique-Taque. Ouviu desde pequena, “mete as lentes Maria, o tempo é para controlar”.


A Maria vivia meio aborrecida neste terra fastidiosa, que vivia para o futuro. Só se divertia de vez em quando no quarteirão 60 onde havia uma cultura de bombas relógio. Ao menos via alguma coisa arrebentar e chegar ao seu termo.






Mas o pior de tudo mesmo, era o barulho; TIQUE-TAQUE, TAQUE-LARI, LARI-TIC-TIC. Maria usava uns mega tampões de feltro que lá engoliam algum do ruído e faziam os dias menos incomodativos.


Mas como as histórias do imaginário, têm sempre grandes contravoltas, a Maria, a nossa protagonista, um dia quis aproveitar o instante, sem pensar no depois, no que vinha a seguir. Primeiro abriu guerra aos relógios lá de casa, com martelos e ferramentas, abriu, desmanchou e martelou, até todos os relógios conseguirem parar de vez.


Respirou fundo e ainda ouvia alguns tique-taques bem ao longe como se tivessem dentro da barriga de um maldito crocodilo :p


Ao olhar para o chão do seu quarto e o lindo trabalho destrutivo que fez, reparou que na azáfama da batalha contra–relógio, ao lado do martelo e das ferramentas do avô, estavam 3 lápis bem coloridos com um caderno antigo do avô.


Ao desfolhar, viu que o avô desenhava criaturas, personagens, cenários lindos de morrer. Ao chegar ao meio do caderno, viu que o avô tinha uma mensagem para si. Porque não experimentas??


A Maria, pegou nos lápis e nunca mais ouviu os malditos tique-taques. :)






sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Sinergias


No passado sábado, dia 2 de Novembro, a Cooperativa Cowork teve o prazer de abrir as portas ao maior e, atrevemo-nos a dizer, melhor evento de moda alguma vez visto em Torres Vedras – Brechô Styling (Open) Day.

As três grandes estrelas que brilharam incansavelmente e iluminaram o evento estão mais que parabenizadas pelo seu sucesso!

- Brechô Styling Shop, loja de roupa em segunda mão
- Érica Ferreira, consultora de imagem
- M’StyLe, produtores de eventos




Tudo começou quando duas pessoas da área da moda, Érica Ferreira (consultora de imagem) e Inês Salgado (proprietária de loja de roupa em segunda mão), se cruzaram no nosso espaço de cowork.

Quase como que dedo do destino, acabaram por partilhar, inclusivamente, a mesma ilha de secretárias. O resultado que daí surgiu foi inevitável: uma união e colaboração sem limites.



É com enorme alegria e bastante orgulho, que anunciamos estas sinergias decorrentes na nossa Cooperativa Cowork. 



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

De executiva a consultora de imagem...


Nas memórias mais remotas, já reinava no seu imaginário infantil o assalto ao armário das roupas da mãe! Os saltos altos, onde os seus pezitos baloiçavam… as divertidas pinturas faciais, para um jogo de faz de conta, onde Érica vivia no mundo dos crescidos.

Só faltava mesmo encontrar o biscoito mágico da Alice, no país das maravilhas, porque o desejo era enorme de crescer bem depressa!!





De nacionalidade Angolana, viveu em Benguela até aos 18 anos, com o desejo de ser médica.

Curiosa pelo desconhecido e no fundo de crescer, deixou a sua terra natal para mergulhar no admirável mundo novo, mais urbano e agitado, da cidade de Luanda.

Ingressou na faculdade, no curso de direito, acompanhada da sua irmã, onde porém não se encaixou! O seu pragmatismo e espírito prático, afastaram-se, na sua opinião, do cinzentismo daqueles manuais de legislação, densos e maçudos!

Curiosa e apaixonada pela busca e exploração das suas competências, teve diversas experiências profissionais, como trabalhadora–estudante.




Trabalhou como administrativa na PricewaterhouseCoopers. Foi desbravando o mercado de trabalho, com destacado profissionalismo, surgindo propostas cada vez mais desafiantes, acabando por integrar o Banco Comercial de Angola. Durante o seu primeiro ano de trabalho e devido a todo o seu potencial, foi convidada a ser gestora de clientes premier. Teve experiência de ser subdirectora de balcão noutro banco ascendendo a directora.

Motivada, pelo reconhecimento, foi aprender outra vez… e iniciou o curso de gestão de empresas, na Universidade Metodista de Angola. E quando tudo parecia estar bem… ficou ainda melhor!

Encontrou o amor também nesta cidade e a família cresceu :) , nascendo o seu primeiro rebento. Com a azáfama da maternidade, exigências profissionais, acaba por deixar em standby o curso universitário.




Aliado ao mundo empresarial, financeiro e de gestão, a Érica desenvolveu outra faceta reconhecida pelo seu círculo de amigas.

Com a paixão pelo mundo da moda, as suas tendências, associadas à importância da feminilidade e apresentação pessoal, Érica além de se vestir com carisma e ser dona de uma beleza doce, nos momentos de coffebreak, desdobrava-se em conversetas informais, onde com originalidade, dava opiniões, conselhos e sugestões sobre o look das suas colegas, acabando por ser reconhecida neste papel e fazer a diferença na vida das mesmas.


Surge o desejo de reformular o seu caminho! Pediu uma licença sem vencimento no banco e dedicou-se de corpo e alma à sua grande paixão e vocação - moda e imagem pessoal.

Apostou na formação: frequentou cursos on-line, presenciais (ministrados pela Design School Southern Africa), workshops, formações… Já com a devida formação e segurança para demonstrar os seus conhecimentos, começou a fazer consultoria ao domicílio, visto que em Angola não existia ainda este tipo de serviço personalizado. Pelo meio consultou governadoras, médicas, advogados, noivas… no fundo, mulheres bonitas em busca de um empurrãozinho para serem mais felizes!




Decepcionada com a qualidade de vida em Angola, e desiludida com as limitações do país, lançou-se mais uma vez à aventura e embarcou para terras portuguesas. Eis que o seu fado foi mesmo Torres Vedras!

Vive por cá há dois anos e gosta de cá viver  : )
Desde logo fez a sua pesquisa de mercado e percebeu que esta cidade era virgem e fértil para o desenvolvimento de um projecto relacionado com a consultoria de imagem. Definiu metas e começou a dar palestras e workshops num centro de formação e numa clínica de estética.





Com vontade de fazer o seu projecto crescer a Érica começou a trabalhar na Cooperativa Cowork. Tem um gabinete bestial e uma versatilidade de serviços que apostam na Felicidade Feminina!

Dentro dos seus serviços, encontramos:

  • consultoria de imagem, 
  • reestruturação de guarda-roupa, 
  • personal shopper
  • books fotográficos, 
  • entre outros…
…Também consta a  


happy hour
 grupo de amigas + chá das 17h + consultoria à mistura!

As meninas da Cooperativa Cowork estão mortinhas para experimentar! :)


Neste momento, frequenta o curso de contabilidade e administração, no ISPO; e o curso de personal shopper na Escola Internacional de Moda em Lisboa.






Na realidade, aquilo que a faz feliz é ver os outros felizes. Como? Começando pelo exterior. Uma mulher bonita é uma mulher feliz. Uma mulher que consiga entender quais os seus pontos fortes e aprender a tirar partido deles é uma mulher concretizada e logo, feliz.


Para conhecer e saber um pouco mais sobre o trabalho da Érica pode visitá-la:
- Blog
     - Rua Dr. Gomes Leal nº3A, 2560-331 Torres Vedras