terça-feira, 24 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
SONHA TORRES VEDRAS VIVE
Foi realmente um fim de semana fora do
vulgar.
Este fim de semana fabuloso brotou da
oportunidade de convidarmos a Lara Rodrigues, mais especificamente o movimento WOOL,
para promover uma acção de arte urbana colaborativa em Torres Vedras.
Já Admiradores do trabalho da WOOL e
sobretudo das ações com um cariz comunitário e social, como a Lata 65, nasceu a
COOPER. ARTE. Fomos contagiados pelo talento e pela faceta humana da Lara,
Pedro, Elisabet e o pequeno Daniel :) . De um par
de conversas e e-mails trocados lá fomos fintando as burocracias incontornáveis
para acções deste tipo, mantendo a persistência e resiliência até ao dia D.
Agradecemos à REFER e Câmara Municipal pelo incentivo e autorizações.
Como somos um grupo de profissionais
independentes e empresas que se encontram a iniciar a sua atividade, ou mesmo
algumas que persistem e querem crescer, quisemos lançar o debate sobre a
importância das paixões, sonhos de criança, vocações, experiências e aspirações
profissionais. Quisemos fazê-lo de forma diferente e com a possibilidade de
fazê-lo com a comunidade, com pessoas resilientes mas também com importantes
desafios sociais, onde a troca de experiências e a aprendizagem colaborativa
pudessem estar bem presente e fizessem bem a todos!
Convidámos assim um grupo de crianças e
jovens do Centro de Intervenção Comunitária de Boavista de Olheiros e um grupo
de seniores de diferentes freguesias do concelho, que fazem parte do programa
Clube Sénior, promovido pela Câmara Municipal de Torres Vedras.
Chegado o dia D, (30 de Novembro) ninguém
sabia muito bem para o que vinha, apenas que o mote era a arte urbana, isto é
pintar o muro devoluto com latas irreverentes para fazer qualquer coisa.
Uns mais envergonhados do que outros,
entraram pela Cooperativa Cowork adentro, esgrimindo o frio e inércia bem
típica de fim de semana, mostrando desde logo que se tratavam de pessoas
extraordinárias. Todos eles
com olhares em estreia vieram com os seus petiscos caseiros, pensando com
certeza que a fome poderia apertar no meio de tanta pintura :).
Ressaltou desde logo o enorme contraste de
gerações, onde o mais velho devia rondar talvez os 80 anos e o mais novo talvez
os 8 anos. Enquanto esperavam pelo início da atividade, uns jogavam ping-pong,
fizeram puzzles e outros juntaram-se à volta do calorífico como se de uma
pequena fogueira se tratasse. Todos esperavam por aquilo que ninguém sabia bem
o que era, mas ali estavam com uma animação e calhandrice saudável.
No início das formalidades, apresentação dos
fantásticos projetos da Wool, houve esgares de estranheza, expressões de
admiração dos diferentes trabalhos de artistas urbanos nacionais e
internacionais.
No debate colaborativo, surgiram histórias de
trabalho, sonhos da pequenada do futuro como adultos e desejo dos mais velhos
em ter novos desejos que os aproximem cada vez mais daquilo que gostam desde
sempre e que nem sempre tiveram a oportunidade de experimentar.
“Eu quero ser bombeiro quando crescer”
“E eu gostava de ainda poder ser cozinheira,
à séria!” :)
(Tocou-me a partilha de conhecimento, o fato
de nos meus 32 anos confidenciar o meu desejo de aprender a fazer pão num
verdadeiro forno de lenha, e mais do que um Google avançado tive proposta de
ensino doméstico, com direito a receita manuscrita com os truques de quem
realmente sabe)
Todos estes desejos foram a seguir lançados
para a folha branca, na exploração das suas ideias gráficas, onde apenas uma
regra existia: “Não vale dizer que não sei desenhar ou que não tenho jeito para
isto!”. Para alguns foi mais difícil do que outros, mas cada um a seu ritmo,
com diferentes esboços, chegaram a desenhos lindos.
Aviões, Sereias, Cabras, Tractores, Planetas,
Carro dos Bombeiros, Flores e mais Flores, Robots, Casas de Família, Corações e
mais Corações. Tanta diversidade quantas pessoas…
Como reais artistas que são, o grande grupo
passou para a exploração de alguns desenhos, para o recorte e realização de
moldes, abordando a técnica do stencil.
Todos fervilhavam de impaciência para saltar
para a rua e colocar a “mão na massa”! Neste primeiro dia houve ainda tempo de
brincar com toda a paleta de arco-íris. Velhos e novos, com máscaras e luvas em
punho brincaram como se não houvesse manhã. Mensagens de amor, mensagens
políticas, jogos do galo, rubricas e assinaturas. E todos utilizaram os seus
preciosos stencils em modo repeat. Tudo foi mote para brincar com as cores e latas.
Apesar da preocupação com este caos inicial houve real divertimento e
colaboração.
Um dos responsáveis por existir esta brincadeira
foi a loja CARSPORTIF, que patrocinou as latas coloridas. Uma loja de referência em Torres Vedras, já habituada a incentivar a arte e o artistas urbanos, em terras Torreenses. Um grande obrigado por serem parceiros, e um bem haja à disponibilidade de serem promotores de momentos que valem mesmo a pena !!
Para quem não sabia e passava, opinava críticas
de desconhecimento, ou ficavam mesmo parados a olhar para a contagiante descontracção
e sorriso na boca de todos, velhos e novos.
No dia 2 D, foi fácil o encontro de novo. As
vergonhas ficaram em casa e a arte de todos funcionou como um elo e um
acelerador das relações :).
Na busca da mensagem a deixar no muro, surgiram
desejos de paz no mundo, o fim da guerra e desemprego, desejos globais, etc… que
depois de enorme brainstorming, se resumiram aos desejos para a nossa
comunidade. “Valorizem-se as aldeias”, dizia alguém. Surge Torres Vedras como
foco, não a cidade mas sim o concelho. E em conjunto surge a mensagem sincera
de SONHA TORRES VEDRAS VIVE.
Com satisfação todos recortaram as letras
fielmente desenhadas pelos profissionais. No muro, com as latas adormecidas,
foi um trabalho mais árduo de precisão que seguiu, com rolos e pincéis bem
carregados de branco celestial.
Com casacos, cabelos, dedos e narizes (quase)
pintados, ninguém arredou pé até a obra ficar terminada.
Tirámos uma fotografia de grupo em êxtase,
como se tivéssemos mudado o mundo :)!
Agora aquele muro nunca mais será o mesmo e
nós também não.
Tenho o prazer de todos os dias que lá passo,
encontrar vestígios do meu gato. Passo os olhos por todas as pinturas para lá
chegar. Só vejo a cauda, mas não me importo porque todos que participaram têm
um bocadinho lá, e há realmente espaço para todos!
Esta é o presente de Natal de alguns Torrienses
para a cidade de Torres.
Rita Pinheiro, Cooperativa Cowork
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
A Contadora de Histórias...
Como qualquer criança, de boa e feliz infância, madrugava aos sábados e domingos para se colar ao ecrã da televisão para aquelas saborosas sessões de animação (certamente que todos conseguimos rever-nos nesta situação ;) ).
Para além da animação, Vanessa também cresceu com o bichinho das histórias. Cresceu a ler clássicos da literatura britânica, como os contos de Edgar Allan Poe, "Wuthering Heights", "Alice in Wonderland", "Great Expectations", "The Great Gatsby", entre outros... e os contemporâneos autores Neil Gaiman ("Neverwhere", "Sandman", "Good Omens") e Terry Prattchet ("Good Omens", "Discworld").
Desde muito pequenina que a sua imaginação voava para outras realidades repletas de heróis, princesas e dragões... Ainda hoje, ao ouvir música consegue alcançar um estado de embriaguez criativa capaz de a transportar para míticas aventuras.
Nascida em Lisboa, criada no berço
da aviação - Alverca do Ribatejo, Vanessa desenvolveu desde muito cedo uma
enorme paixão por ilustração.
Aos 14 anos de idade, com o
talento inato a correr nas veias, já esboçava as suas obras. Orgulhosa da sua criação, o desejo de mostrá-la ao mundo era um sonho
incansável. A possibilidade de trocar ideias, experiências e receber feedback
on-line de outros ilustradores era um desejo muito almejado. Para tal, Vanessa
viu-se forçada a aprender a criar websites. Entretanto, conheceu alguns outros
ilustradores e juntos deram à luz uma comunidade on-line.
Enquanto adolescente, sentiu um
grave fraquinho pela animação nipónica, o que levou Vanessa a organizar alguns
eventos relacionados com animação e banda desenhada japonesa (anime e manga).
Foi ainda editora de participante
em fanzines de banda desenhada ao estilo manga, realizados por diversos autores
portugueses.
Concluídos os estudos na Escola
Secundária Artística António Arroio, chegou a altura de candidatar-se à
universidade, aquela altura onde temos de tomar uma decisão tão importante como
o que queremos da nossa vida. Foi aqui que a Vanessa deparou-se com uma realidade:
aquilo que amava fazer, aquilo que a fazia feliz, não tinha saída e considerava
não ser rentável apostar nessa área.
Desde os 17 anos de idade que é freelancer.
A experiência aliada à necessidade, coagiram a “nossa” coworker a construir
websites para empresas, grupos e associações.
E foi com base nesta sua
especialidade que decidiu candidatar-se a um curso de multimédia.
Licenciatura: Novas Tecnologias
da Comunicação, na Universidade de Aveiro.
Vanessa sempre se demonstrou bastante
autodidacta. Aos 14 anos já sabia fazer websites estáticos. Apenas aos 18 anos,
altura em que entrou na universidade, é que aprendeu a construir websites
dinâmicos com acesso a base de dados.
Fez parte do programa Microsoft
Student Partner. O mesmo programa foi descontinuado em Portugal desde então.
Mestrado: Comunicação Multimédia,
na Universidade de Aveiro.
Como projecto de dissertação
elaborou um portal de negócios on-line (aplicação que permite elaborar um plano
de negócio com tutorial).
A dissertação foi adiada devido ao trabalho, durante 3/4 anos.
A dissertação foi adiada devido ao trabalho, durante 3/4 anos.
O seu histórico profissional
iniciou em simultâneo com a fase académica:
- Criou uma página pessoal
relativa a trabalho web (encontra-se de momento desactualizada) http://www.vanessanobre.com
- Durante o mestrado foi
estagiária na PT Comunicações e integrou num grupo como investigadora, web
designer & developer dos Laboratórios Sapo, da Universidade de Aveiro, onde
desenvolveu software para televisão interactiva e software para social iTV
(aplicação que permite interagir via chat enquanto se vê televisão).
Demitiu-se do Laboratório Sapo, por não se identificar com o projecto em que se inseria. A sua paixão esteve sempre virada para as artes.
Eventualmente, durante a universidade, parou de desenhar. Acontecimento que a deixou desmotivada perante qualquer outra actividade...
Desde há muito tempo que existe o preconceito de a programação e o design não combinarem. Diz-se que não existe ninguém que consiga fazer ambos ao mesmo tempo. Vanessa sentia que quanto mais fazia programação mais se afastava da arte.
Foi para Lisboa... trabalhou meio ano numa agência de publicidade mas infelizmente os trabalhos de multimédia eram escassos e pouco desafiantes.
Optou por ficar como freelancer a tempo inteiro para poder escolher os projectos em que iria trabalhar, como o Ingreme (http.//www.ingreme.com/v2/flash/#/pt/nean).
Por recomendação de amigos, surgiu a oportunidade de trabalhar na Blue Fountain Media (empresa sediada em Nova Iorque), para a qual trabalha remotamente há 1 ano até ao presente momento.
A experiência tem sido boa mas decidiu tomar o passo de seguir as suas paixões:
- story telling
- ilustração
- animação
Vai tirar algum tempo para construir portfolio de animação para mudar o seu rumo profissional. Revê-se na frase que Neil Gaiman outrora disse:
"[Neil Gaiman] will eventually grow up and get a real job. Until then, will keep making things up and writing them down."
Quando se sente mais em baixo, enquanto faz programação, ouve áudio-books e bandas sonoras de animação. Assim, consegue ter os dois mundos presentes ao mesmo tempo para não perder a sua identidade...
Em meados de Setembro conseguiu dar um grande passo em direcção àquele que será o seu futuro: assistir a um evento denominado "Trojan Horse was a Unicorn", onde esteve cara a cara com ilustradores da Pixar.
A curto prazo o plano é afastar-se da área de web development com vista a retomar um percurso criativo na área do storytelling, animação e aventuras gráficas. Prevê iniciar os estudos de animação e preparação do portfolio nesta área em 2014.
Demitiu-se do Laboratório Sapo, por não se identificar com o projecto em que se inseria. A sua paixão esteve sempre virada para as artes.
Eventualmente, durante a universidade, parou de desenhar. Acontecimento que a deixou desmotivada perante qualquer outra actividade...
Desde há muito tempo que existe o preconceito de a programação e o design não combinarem. Diz-se que não existe ninguém que consiga fazer ambos ao mesmo tempo. Vanessa sentia que quanto mais fazia programação mais se afastava da arte.
Foi para Lisboa... trabalhou meio ano numa agência de publicidade mas infelizmente os trabalhos de multimédia eram escassos e pouco desafiantes.
Optou por ficar como freelancer a tempo inteiro para poder escolher os projectos em que iria trabalhar, como o Ingreme (http.//www.ingreme.com/v2/flash/#/pt/nean).
Por recomendação de amigos, surgiu a oportunidade de trabalhar na Blue Fountain Media (empresa sediada em Nova Iorque), para a qual trabalha remotamente há 1 ano até ao presente momento.
A experiência tem sido boa mas decidiu tomar o passo de seguir as suas paixões:
- story telling
- ilustração
- animação
Vai tirar algum tempo para construir portfolio de animação para mudar o seu rumo profissional. Revê-se na frase que Neil Gaiman outrora disse:
"[Neil Gaiman] will eventually grow up and get a real job. Until then, will keep making things up and writing them down."
Quando se sente mais em baixo, enquanto faz programação, ouve áudio-books e bandas sonoras de animação. Assim, consegue ter os dois mundos presentes ao mesmo tempo para não perder a sua identidade...
Em meados de Setembro conseguiu dar um grande passo em direcção àquele que será o seu futuro: assistir a um evento denominado "Trojan Horse was a Unicorn", onde esteve cara a cara com ilustradores da Pixar.
A curto prazo o plano é afastar-se da área de web development com vista a retomar um percurso criativo na área do storytelling, animação e aventuras gráficas. Prevê iniciar os estudos de animação e preparação do portfolio nesta área em 2014.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Tique... Taque...
Esta história, não começa em lado nenhum...
Fala do tempo, relógio, tique-taque, incómodo, batalha, lápis, imaginário e momentos :)
Fala da Maria que não vivia no País das Maravilhas. Vivia numa terra, para lá dos longes, que funcionava com o mistério dos tique-taques.
Ninguém sabia como, mas esta terra existia, verdade verdadinha!
Tudo naquela zona funcionava, por contagem, contagem de momentos, contagem de segundos e de milissegundos. Sejam clepsidras (relógios de água) sejam ampulhetas para todos os gostos, até para olhar para o sol existiam lentes especiais que contavam o tempo que foi e o tempo que falta. Toda a cidade se erguia num monstruoso sistema de engrenagens que a faziam funcionar a todo gás e vapor! O tempo era o futuro e o presente era para controlar!
A Maria vivia na rua das Roldanas, na famosa Terra do Tique-Taque. Ouviu desde pequena, “mete as lentes Maria, o tempo é para controlar”.
A Maria vivia meio aborrecida neste terra fastidiosa, que vivia para o futuro. Só se divertia de vez em quando no quarteirão 60 onde havia uma cultura de bombas relógio. Ao menos via alguma coisa arrebentar e chegar ao seu termo.
Mas o pior de tudo mesmo, era o barulho; TIQUE-TAQUE, TAQUE-LARI, LARI-TIC-TIC. Maria usava uns mega tampões de feltro que lá engoliam algum do ruído e faziam os dias menos incomodativos.
Mas como as histórias do imaginário, têm sempre grandes contravoltas, a Maria, a nossa protagonista, um dia quis aproveitar o instante, sem pensar no depois, no que vinha a seguir. Primeiro abriu guerra aos relógios lá de casa, com martelos e ferramentas, abriu, desmanchou e martelou, até todos os relógios conseguirem parar de vez.
Respirou fundo e ainda ouvia alguns tique-taques bem ao longe como se tivessem dentro da barriga de um maldito crocodilo :p
Ao olhar para o chão do seu quarto e o lindo trabalho destrutivo que fez, reparou que na azáfama da batalha contra–relógio, ao lado do martelo e das ferramentas do avô, estavam 3 lápis bem coloridos com um caderno antigo do avô.
Ao desfolhar, viu que o avô desenhava criaturas, personagens, cenários lindos de morrer. Ao chegar ao meio do caderno, viu que o avô tinha uma mensagem para si. Porque não experimentas??
A Maria, pegou nos lápis e nunca mais ouviu os malditos tique-taques. :)
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Sinergias
No passado sábado, dia 2 de Novembro, a Cooperativa Cowork
teve o prazer de abrir as portas ao maior e, atrevemo-nos a dizer, melhor evento
de moda alguma vez visto em Torres Vedras – Brechô Styling (Open) Day.
As três grandes estrelas que brilharam incansavelmente e
iluminaram o evento estão mais que parabenizadas pelo seu sucesso!
- Brechô Styling Shop, loja de roupa em segunda mão
- Érica Ferreira, consultora de imagem
- M’StyLe, produtores de eventos
Tudo começou quando duas pessoas da área da moda, Érica
Ferreira (consultora de imagem) e Inês Salgado (proprietária de loja de roupa
em segunda mão), se cruzaram no nosso espaço de cowork.
Quase como que dedo do destino, acabaram por partilhar,
inclusivamente, a mesma ilha de secretárias. O resultado que daí surgiu foi inevitável:
uma união e colaboração sem limites.
É com enorme alegria e bastante orgulho, que anunciamos estas
sinergias decorrentes na nossa Cooperativa Cowork.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
De executiva a consultora de imagem...
Nas memórias mais remotas, já reinava no seu imaginário infantil o assalto ao
armário das roupas da mãe! Os saltos altos, onde os seus pezitos baloiçavam… as divertidas pinturas faciais, para um jogo de faz de conta, onde Érica
vivia no mundo dos crescidos.
Só faltava mesmo encontrar o biscoito mágico da Alice, no país das
maravilhas, porque o desejo era enorme de crescer bem depressa!!
De nacionalidade Angolana, viveu em Benguela até aos
18 anos, com o desejo de ser médica.
Curiosa pelo desconhecido e no fundo de crescer,
deixou a sua terra natal para mergulhar no admirável mundo novo, mais urbano e
agitado, da cidade de Luanda.
Ingressou na faculdade, no curso de direito,
acompanhada da sua irmã, onde porém não se encaixou! O seu pragmatismo e
espírito prático, afastaram-se, na sua opinião, do cinzentismo daqueles manuais
de legislação, densos e maçudos!
Curiosa e apaixonada pela busca e exploração das suas
competências, teve diversas experiências profissionais, como trabalhadora–estudante.
Trabalhou como administrativa na PricewaterhouseCoopers.
Foi desbravando o mercado de trabalho, com destacado profissionalismo, surgindo
propostas cada vez mais desafiantes, acabando por integrar o Banco Comercial de
Angola. Durante o seu primeiro ano de trabalho e devido a todo o seu potencial,
foi convidada a ser gestora de
clientes premier. Teve experiência de ser subdirectora de
balcão noutro banco ascendendo a directora.
Motivada, pelo reconhecimento, foi aprender outra vez… e iniciou o curso de
gestão de empresas, na Universidade Metodista de Angola. E quando tudo parecia
estar bem… ficou ainda melhor!
Encontrou o amor também nesta cidade e a família cresceu :) , nascendo o
seu primeiro rebento. Com a azáfama da maternidade, exigências profissionais,
acaba por deixar em standby o curso
universitário.
Aliado ao mundo empresarial, financeiro e de gestão, a Érica desenvolveu
outra faceta reconhecida pelo seu círculo de amigas.
Com a paixão pelo mundo da moda, as suas tendências, associadas à
importância da feminilidade e apresentação pessoal, Érica além de se vestir com
carisma e ser dona de uma beleza doce, nos momentos de coffebreak, desdobrava-se em conversetas informais, onde com originalidade,
dava opiniões, conselhos e sugestões sobre o look das suas colegas, acabando por ser reconhecida neste papel e
fazer a diferença na vida das mesmas.
Surge o desejo de reformular o seu caminho! Pediu uma licença sem
vencimento no banco e dedicou-se de corpo e alma à sua grande paixão e
vocação - moda e
imagem pessoal.
Apostou na formação: frequentou cursos on-line, presenciais
(ministrados pela Design School Southern Africa), workshops, formações… Já com a devida formação e
segurança para demonstrar os seus conhecimentos, começou a fazer consultoria ao
domicílio, visto que em Angola não existia ainda este tipo de serviço
personalizado. Pelo meio consultou governadoras,
médicas, advogados, noivas… no fundo, mulheres bonitas em busca
de um empurrãozinho para serem mais felizes!
Decepcionada com a qualidade de vida em Angola, e desiludida com as
limitações do país, lançou-se mais uma vez à aventura
e embarcou para terras portuguesas. Eis que o seu fado foi mesmo Torres Vedras!
Vive por cá há dois anos e gosta de cá viver : )
Desde logo fez a sua pesquisa de mercado e percebeu que esta cidade era
virgem e fértil para o desenvolvimento de um projecto relacionado com a
consultoria de imagem. Definiu metas e começou a dar palestras e workshops num centro de formação e numa
clínica de estética.
Com vontade de fazer o seu projecto crescer a Érica começou a trabalhar na
Cooperativa Cowork. Tem um gabinete bestial e uma versatilidade de serviços que
apostam na Felicidade Feminina!
Dentro dos seus serviços, encontramos:
- consultoria de imagem,
- reestruturação de guarda-roupa,
- personal shopper,
- books fotográficos,
- entre outros…
happy hour
grupo
de amigas + chá das 17h + consultoria à mistura!
As meninas da
Cooperativa Cowork estão mortinhas para experimentar! :)
Neste momento, frequenta o curso de contabilidade e administração, no ISPO;
e o curso de personal shopper na Escola Internacional de Moda em
Lisboa.
Na realidade, aquilo que a faz feliz é ver os outros felizes. Como?
Começando pelo exterior. Uma
mulher bonita é uma mulher feliz. Uma mulher que consiga entender
quais os seus pontos fortes e aprender a tirar partido deles é uma mulher
concretizada e logo, feliz.
Para conhecer e saber um pouco mais sobre o trabalho da Érica pode
visitá-la:
- Blog
- Facebook
- Rua Dr. Gomes Leal nº3A, 2560-331
Torres Vedras
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Testemunho de quem passou por cá...
"Agradeço desde já à Cooperativa Cowork por me dar a oportunidade de partilhar o espaço e o ambiente durante a semana da Open Week. Sempre tive a curiosidade de ter uma experiência cowork e posso-vos acrescentar que não fiquei de todo desiludida. Gostei muito e a ideia/conceito sem dúvida que é óptimo/a.
As pessoas são simpáticas, acolhedoras e acessíveis.
Ambiente descontraído e nem por isso menos profissional.
(Até têm uma máquina de café que não dá troco, mas dá crédito!)
Gostei imenso da ideia/iniciativa do pequeno-almoço partilhado de quarta-feira (às 9:30h), aberto a todos - por isso não se acanhem, levem alguma coisa para roer ou beber e apareçam! De certeza que serão bem recebidos.
Espero conseguir visitar/encontrar-vos brevemente.
Beijinhos grandes e sucesso para o cowork e para os coworkers!"
Carla Pardal, arquitecta
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